Evandro e Claudia

Berlim - Os pedaços de um passado negro

Berlim não estava em nosso planejamento, mas foi a forma mais econômica que encontramos de deixar a Suécia. Não podemos dizer que a travessia entre Estocolmo e Berlin tenha sido das melhores, mas como tudo nesta aventura, encaramos como mais uma experiência que provavelmente não se repetirá.


O trem tinha um compartimento para dormir com 6 camas. Ficamos nas camas de cima e estava um calor enorme. Tudo piorou quando o trem entrou dentro do Ferry. Como não havia ventilação era impossível ficar lá. Subimos para o Ferry mas lá não havia nenhum lugar para dormir que já não estivesse ocupado. Tivemos que deitar no chão e tentar dormir um pouco. Resumindo: foi uma noite terrível!!

 


Berlirner DomChegamos à capital da Alemanha antes das 6 horas da manhã do dia 02/08 e nosso albergue era muito próximo. Mais uma vez apenas deixamos as malas e saímos para conhecer a cidade, pois o check-in era apenas as 14h.

O tempo estava muito chuvoso. Compramos o cartão de transporte de 2 dias e conseguimos andar sem grandes problemas. Começamos nosso passeio conhecendo o Berlirner Dom, a catedral de Berlim. Esta foi destruída por uma bomba durante a guerra em 1944 e que foi reconstruída entre 1975 e 1993. A arquitetura interna encanta e impressiona bastante. A vista do domo da igreja não é o que esperávamos e não recomendamos a subida de 297 degraus.

Deixamos a igreja com destino a visitar o que sobrou do muro de Berlin, são aproximadamente 70 metros de muro situados na Bernauer Strasse. Em uma escadaria que permite a visão da passagem existente entres os dois muros tem-se detalhes da história da criação até a demolição.

É um lugar triste e de certa forma sombrio, mas mantê-lo reforça a lembrança de dias negros que não se deseja que repitam. Há alguns monumentos em memória daqueles que morreram na tentativa de atravessá-lo, um inclusive que choca por tratar-se de uma criança que foi morta com um tiro na cabeça ao tentar atravessar o muro para encontrar sua mãe que ficara do outro lado.

Paramos para almoçar e voltamos para o hostel a tarde, afinal precisávamos dormir. A noite apenas caminhamos pelos arredores do nosso hostel e jantamos em um dos restaurantes de uma movimentada praça.

Na terça-feira, dia 03, nosso destino inicial foi o memorial criado no ex-campo de concentração de Sachsenhausen. Este fica nos arredores de Berlim, a uns 45 minutos de trem. Passar pela Alemanha e não ver pessoalmente o que conhecemos apenas nos livros e filmes seria imperdoável. Devemos confessar que a idéia de visitar um lugar desses já não é muito agradável, mas a sensação ao estar lá é muito pior.

Planta do que foi o Campo de Concentração SachsenhausenEste campo funcionou de meados de 1936 a abril 1945 e de agosto de 1945 até por volta de 1950 Sachsenhausen serviu como acampamento especial soviético. Foi a primeira de uma série de instalações construídas pelos nazistas, para confinar ou liquidar em massa opositores políticos, judeus, ciganos, homossexuais, testemunhas de Jeová, e, posteriormente, milhares de prisioneiros de guerra.

Logo na chegada há um mapa em pedra que nos mostra a dimensão deste campo. Por este lugar passaram aproximadamente 200 mil pessoas e metade destas morreram por desnutrição, doença,  foram executados ou como resultado de experiências médicas. É os nazistas utilizavam os prisioneiros para fazer experiências médicas, como testar uma vacina ou a resistência a um virus.

Depois passamos pelo Portão A, que tem a célebre frase “Arbeit macht frei” que traduzindo significa “O trabalho liberta”. Grande ironia deste campo que era considerado um campo de trabalho forçado mas que na verdade foi mais um dos locais de grande barbárie humana. Os nazistas utilizavam a mão de obra dos prisioneiros na fabricação de armas, construção e até falsificação de dinheiro.

Zona Neutra - Se o prisioneiro entrava nela levava um tiro mortalEsse campo não foi considerado um campo de extermínio, mas possuía um local chamado de Seção Z onde havia o fosso de fuzilamento, a câmara de gás, as valas dos corpos e os fornos para cremação. Esta parte do campo de concentração era chamada de Estação Z, pelos soldados da SS que numa “brincadeira” diziam que o prisioneiro entrava pelo Portão A e o seu fim era a Estação Z, ou seja, a morte.


Percorremos o campo e pudemos ver alguns alojamentos, os banheiros e as pias para banho e a Estação Z. Tudo foi reconstruído e mantido em seu original. Consegue-se ter uma idéia do foi aquele horror.

Entendemos que é importante para esta nação manter os fatos de sua história, mesmo sendo tão trágica, para lembrar sempre aos mais jovens os horrores e tentar evitar que isso um dia venha a se repetir, mas é realmente angustiante pisar e andar no solo onde milhares de prisioneiros viveram e morreram sobre as mais diferentes formas.

Portão de BrandemburgoDeixamos Sachsenhausen cabisbaixos mas com uma visão  muito mais forte e concreta dos horrores dos quais os homens são capazes. Voltamos então para o centro de Berlim e passamos pelo Posto de Controle Charlie local onde antes se fazia o rígido controle entre as fronteiras. Agora tornou-se ponto turístico e de protestos e  ao caminhar em direção ao Portão de Brandenburgo não resisitimos e entramos no Sony Center onde visitamos a loja da sony e também o Lego Discovery Center onde nos divertimos muito e para amenizar as tristes visitas anteriores.

Passamos pela Porta de Brandemburgo (em alemão: "Brandenburger Tor") que é o símbolo da cidade de Berlim, tipo um arco do trinunfo. Essas portas ou portões foram construídas em 1779 no mesmo lugar onde estava as portas de acesso a cidade fortificada de Berlim. Em 1868 pos se abaixo o muro de proteção da cidade e manteve se as portas que dava acesso a mesma.

Sob uma forte chuva, pegamos o ônibus para retornar ao nosso hostel e nos preparar para a viagem até Praga no dia seguinte.

 

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Hello Floriane,
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We are already traveling at 60 days and now we are in Germany.

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