Evandro e Claudia

Luxor e Hurghada

Entrada do templo de LuxorNossa viagem de Aswan até Luxor foi o que podemos dizer de aventura. O representante da agência de turismo nos deixou no trem por volta das 17:15hs. O mesmo deveria sair da estação âs 18h, mas começou a mexer-se com meia hora de atraso. Para nossa surpresa o mesmo ficou por mais meia hora apenas trocando de trilhos e nos dava a impressão de estar encaixando ou desencaixando vagões.

 

Apesar de estarmos na primeira classe do trem, só havia egípcios e em sua maioria mulçulmanos em nosso vagão. No decorrer da viagem, distraídos em escrever os posts e assistindo a um filme não percebemos o contraste a nossa volta e que todos nos observavam de forma estranha. Guardamos o netbook e passamos por uns 40 minutos de tensão, percebemos que um dos viajantes falava com o responsável do vagão sobre nós, mas claro não entendemos nada, só percebíamos um clima de tensão no ar.

 

Chegamos em Luxor são e salvos e não podemos dizer se foi apenas imaginação da nossa cabeça ou se havia mesmo algum perigo.

 

No domingo, 19 de setembro acordamos novamente muito cedo para iniciarmos nossas visitas as seis da manhã. O guia nos pegou no hotel pontualmente e alcançamos nosso primeiro destino o Vale dos Reis em 30 minutos. Infelizmente neste local as fotos são proíbidas e por isso deixamos a máquina no carro. O vale dos reis nada mais é do que um cemintério dos faraós do império novo. Com o objetivo de evitar os saqueadores os mesmos incubiram os sacerdotes de encontrar um lugar seguro para construção de seus túmulos e estes o fizeram colocando em um vale entre as montanhas. O objetivo não foi atingido e diversas tumbas foram completamente saqueadas, sendo que somente a tumba de Tutankamon, descoberta em 1922 encontrada praticamente intacta.

 

Durante a visita conhemos algumas histórias desse lugar e de algumas das tumbas, como por exemplo que quanto maior o tempo do faraó no poder mais profundo era seu túmulo, chegando a 180 metros de profundidade o túmulo de Ramsés III. As 3 tumbas que visitamos estão bem conservadas, com suas paredes pintadas e principalmente a de Ramsés I possui pinturas com cores muito marcantes. E pensar que essas pinturas possuem mais de 3500 anos e que esses egípicios foram capazes de furar a rocha das monhantas para construir esses templos mais uma vez nos mostra o quanto inteligente é o ser humano, mesmos os mais antigos.

 

No templo de HatshepsutDeixamos o Vale dos Reis e visitamos o templo da rainha Hatshepsut. A única mulher a governar o Egito e por longos 22 anos. Para legitimar a sua posição, Hatchepsut, junto com os membros do clero de Amon, recorreu a um relato que fazia de si filha do deus Amon-Rá e tomou o trono de seu sobrinho. Seu reinado entretanto corresponde a uma era de prosperidade econômica e relativa paz no país. O templo está atualmente restaurado e apresenta em suas paredes a viagem, durante o reinado dela, à Somália para troca de mercadorias.

 

Passamos pelos Colossos de Mémnon. Duas grandes estátuas de pedra que ficam próximas do templo de Hatshepsut. Diz a história que um sismo ocorrido em 27 a.C.,  teria aberto  uma fenda em uma destas estátuas. Desde este fato, todas as manhãs ocorria no local um fenômeno estranho segundo o qual a estátua "cantaria". O que realmente sucedia era que a acumulação de humidade durante a noite evaporava com o surgimento dos primeiros raios do sol, emitindo um som, que se assemelhava ao de uma cítara. No começo da era cristã quando os gregos visitaram o local associaram a estátua norte ao herói Memnon, filho de Eos. De acordo com a lenda Colossos de Mémnonhomérica, este herói, morto na guerra de Tróia, recebeu a imortalidade de Zeus, dedicando-se a chamar pela sua mãe todas as manhãs. Dái surgiu o nome atual Colosso de Memnón.  Em 199 d.C o imperador romano Septímio Severo mandou restaurar a estátua, que a partir de então parou de cantar.

As estátuas na verdade represetam o faraó Amenófis III sentado no trono com as mãos pousadas sobre os joelhos. Em cada lado das suas pernas está a sua mãe, Mutemuia, e a sua esposa principal, a rainha Tié.

 

Chegamos ao templo de Karnak no meio da manhã e uma multidão de turístas lotavam o templo. Esse é um templo regilioso, construído para o Deus egípcio Amón-Ré possui diversas partes pois cada faraó construíra ali algo para adoração. O que mais nos encantou foi a sala das colunas com 134 colunas, sendo 12 principais com 22 metros de altura e as demais com 15 metros. Se imaginarmos o templo coberto, o teto caiu com o tempo, conseguiremos saber de onde pode ter vindo a inspiração para a arquitetura atual da maioria das basílicas cristãs.

Além disso o obelísco construído pela faraó Hatshepsut de 30 metros de altura em uma única peça de granito está praticamente intacto. Foi iniciado por volta de 2200 a.C. e terminado por volta de 360 a.C. O Templo de Karnak era naquela altura o principal local de culto aos deuses de Tebas, nome original de Luxor, entre os quais: Amon, Mut e Khonsu. O templo esteve submerso nas areias egípcias durante mais de 1 000 anos, antes dos trabalhos de escavação começarem em meados do século XVIII, a enorme tarefa de restauro e conservação continua até os nossos dias.

 

Templo de LuxorDali partimos para nossa última visita em Luxor, o Templo de Luxor, um templo menor construído pelos faráos Amenhotep III e Ramsés II.  As suas dimensões são menores do que as do Templo de Karnak, e ambos são dedicados aos mesmos deuses. O seu nome antigo era Ipep-resit, traduzido como "Harém do Sul", referindo-se às festas que uma vez por ano lá tinham lugar, durante estas festas eram transportadas as estátuas de Amon, Mut e Khonsu de Karnak para Luxor

Este possui várias colunas bem adornadas com os hieróglifos egípcios. Neste também encontramos uma pequena capela construída na época da dominação romana e também uma mesquita da era mulçulmana.

 

Deixamos Luxor em um ônibus público para Hurghada as 15h e esta foi mais uma das emocionantes experiências que tivemos nessa viagem volta ao mundo.

Quando vimos em nosso roteiro da agência de turismo que iríamos pegar um ônibus público tivemos a inocência de imaginar que seria algo parecido com o que temos no Brasil.

Bom.. esqueçam isso! Era um ônibus bem velho e sujo. Pelo menos tinha ar condicionado pois sem este recurso seria impossível atravessar o deserto. A única coisa que não sabíamos é que iria demorar tanto. A começar chegamos na estação as 13:45h pois no bilhete estava a partida as 14h. O mesmo atrasou muito e só saiu as 15h. Resumindo: uma viagem que estava prevista para 4 horas de duração acabou demorando mais de 8 horas.

 

Apesar deste grande transtorno chegamos bem em Hurghada e tudo isso foi esquecido quando tivemos a oportunidade de nadar no Mar Vemelho e depois fazer um mergulho nas águas transparentes e com agitada vida submarina.

 

Contratatamos os serviços de uma agência de mergulho local chamada YallaDive. O barco saiu logo pela manhã (9h) e retornou ao final da tarde. Tivemos dois mergulhos com a presença de um instrutor e também foi servido um almoço dentro do barco.

  

 

Foi uma experiência inesquecível. Para mim que já havia mergulhado em alguns locais nunca havia visto tanta vida marinha reunida. A quantidade de peixes das mais diversas cores te faz ficar Mergulho no Mar Vermelhoabobado. Para a Cláudia então, que foi o seu primeiro mergulho a deixou maravilhada. É um passeio que recomendamos a todos fazerem. Não tenham dúvida disso. Se forem ao Egito reservem pelo menos um dia para fazer este tipo de passeio.

 

Bom encerramos nossa visita ao Egito nesta jornada volta ao mundo com uma enorme aquisição de conhecimentos e experiências diferentes que com certeza nos fazem repensar diversos conceitos e valores.

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Informações Adicionais

Agência de Mergulho em Hurghada

Yalla Dive

Contato: Abd El Rahim Tulib

www.yalladive.com