Evandro e Claudia

Amsterdã - Uma cidade liberal

Iamsterdan - Apenas o nome da cidade que atrai centenas de turistas. Vai entender!!Nossa chegada a Amsterdã foi bem conturbada e tivemos vários problemas. Começamos com um enorme atraso do ônibus da Eurolines que saiu de Bruges com 40 minutos de atraso e com um motorista maluco que fez uma conversão proibida em plena auto estrada e ainda por cima muito mal educado.

Chegamos em Amsterdã por volta das 21h do dia 05/07. Só conseguimos chegar ao hotel graças a ajuda de uma funcionária da estação, pois os mapas que conseguimos da cidade eram precários e confusos.

Logo pela manhã do dia 06/07 começaram mais problemas. A começar que as estações de trem e metro são muito mal sinalizadas. Faltam indicações corretas e as setas e placas fazem você dar voltas desnecessárias e as vezes até errar de caminho. Os mapas que conseguimos também não eram bons. O do metrô era confuso e faltavam partes. O que tinha os pontos turísticos não tinham as linhas de trem. Ai ai ai.. foi complicado conseguir se localizar. Pra piorar nosso primeiro dia em Amsterdã quando já estávamos em frente da Heineken para entrarmos no “Heineken Experience” descobrimos que o chip da máquina fotográfica tinha ficado no computador lá no hotel.

Assim perdemos praticamente toda a manhã em Amsterdã com estes contratempos. Nós havíamos comprado o cartão de turista chamado “I Amsterdam” de 48h. Com o cartão temos acesso a vários museus e também podemos utilizar todos os meios públicos de transporte durante este período. Pagamos 48 euros cada um por este cartão. No final das contas entendemos que não valeu muito a pena. Não gostamos muito de museus, vocês já sabem,  mas acabamos entrando em alguns apenas porque estavam inclusos no cartão.  

O primeiro foi o museu de arte Heijdik, assim como o museu Del prado em Madri tem belíssimas pinturas mas que não nos empolgaram. A visita foi bem rápida. Só vimos as mais famosas.

Experiência HeinekenDepois foi o museu de Van Gogh, esse sim já aproveitamos mais. O museu mostra a evolução do artista. É legal como as pinturas mudavam de acordo com seu amadurecimento na arte e também de acordo com seus momentos de vida.

Após o museu do Van Gogh resolvemos ir para Parque Vertel descansar um pouco e fazer um pequeno lanche. O dia estava ensolarado e o parque estava bem cheio. Vários e vários holandeses tomando sol.

Nossa experiência mais legal de Amsterdã aconteceu na Heineken. É uma visita que você faz em uma antiga fábrica, hoje transformada em atração turística, que demonstra todo o processo de produção da cerveja. Temos que reconhecer que eles sabem muito bem fazer o marketing da empresa.
Ao final da experiência compramos uma garrafa com o nosso site gravado (www.evandroeclaudia.com)..

Saímos da Heineken e fomos caminhando até os canais, passando pelo famoso Red Light District que no final da tarde é pouco movimentado. A não ser por alguns sex shops abertos. Tínhamos que voltar mais tarde. Fomos então fazer um passeio pelos canais de Amsterdã. Pegamos nosso barco as 20:30hs logo na hora do início do jogo da Holanda contra o Uruguai pela semi-fnal da copa do mundo 2010. A vista do barco é fantástica e permite conhecer Amsterdã de um outro prisma. O legal foi ver alguns barcos repletos de torcedores assistindo ao jogo pela TV. Um deles nós registramos nas fotos.

Foto do Museu de Amsterdã que fala sobre o Red Light District (no distrito as fotos são proibidas)No final da noite retornamos ao Red Ligth District e agora sim na hora de movimento e com a enlouquecida torcida holandesa comemorando a vitória. Percorremos as ruas desse famoso bairro da luz vermelha.  O comércio do sexo, considerado aqui, trabalho legal é realmente um produto. Expostas em vitrines as prostitutas ficam semi-nuas e oferecem seus serviços aos possíveis compradores que perambulam pelas ruas. As vitrines ou pequenos quartos, são também o local para realização do ato. Quando o interessado negocia o preço e entra no quartinho a cortina é fechada.

O local é bastante seguro, vigiado por câmeras de segurança e também por policiais locais e é visitado não só por clientes, mas por turistas de todas as idades inclusive por famílias, tornando isso algo muito natural em Amsterdã. Trata-se realmente um ponto turístico.

Os bares de comércio de maconha, chamados de Coffee Shops também seguem a mesma linha, sendo motivo de visita de muitos turistas.

Nosso terceiro dia, 07/07 já foi mais tranqüilo, já estávamos aprendendo as nos virar pela bagunça de trens e metro em Amsterdã. Fomos visitar o museu de Historia da cidade, que nos surpreendeu agradavelmente. É bem interessante o surgimento e evolução da cidade e criação dos seus canais.
Amsterdã está abaixo do nível do mar e é incrível a engenharia empregada para conter as águas do mar e que colocaram o porto de Amsterdã em posição estratégica, pois o mesmo, devido as eclusas, não é afetado pelas variações das marés.

Seguimos caminhando até o Mercado de Flores que é também considerado um ponto turístico, mas que nada mais é do que um aglomerado de barracas de vendas de flores. Como não estava na época da Tulipa o mercado perdeu a graça para gente.
Passamos rapidamente pelo Museu de Fotografia que não gostamos, afinal são muitas montagem em Photoshop e as fotos sem graça.

Nemo Science CenterTerminamos o dia no Science Centre Nemo que é muito interativo e adoramos. Foi tão legal que perdemos a noção do tempo brincando e conseguimos visitar somente uma pequena parte do complexo.

Afirmamos que Amsterdã é uma capital normal. Mais uma vez constatamos que a expectativa gerada é maior do que a realidade e isso acaba frustrando um pouco. Ao final.. ela não nos surpreendeu e não é TUDO ISSO que falam sobre a tal cidade da liberdade.

 

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Link do Picasa:

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