Evandro e Claudia

Nova Délhi

Pelas ruas de Nova DelhiA Índia é um país que conquistou sua independência da colonização britânica há apenas 63 anos e possui uma economia em forte desenvolvimento. Sendo hoje uma república parlamentar o país conta com 1 quarto de sua população abaixo da linha da pobreza e uma imensa diversidade religiosa que influencia nas leis do país. De maioria hinduísta, cerca de 80%, seguido pelos mulçulmanos 13%. Cristãos, sikhístas, budistas e outras completam os 7% restantes. Foi com essas informações que desembarcamos em Nova Délhi, capital do país no dia 23 de setembro às 06:30hs da manhã no horário local.

 

Mais uma vez escolhemos uma agência de viagem para nos auxiliar. Em nossas pesquisas vimos que as opções de transporte entre as cidades (Délhi, Agra e Jaipur) eram precárias e escassas e também o preço do pacote pareceu num primeiro momento ser barato.

 

A tarde iniciamos nossa fascinante experiência nesta cultura tão distinta da nossa. Buzina, freio e sorte são as três coisas necessárias para dirigir por aqui. Entre pedintes, bicicletas, motocicletas (vimos algumas com 4 adultos), tuk-tuk (triciclo com cabine para transporte de dois ou três passageiros, mas que vimos com até 20 pessoas), vacas, elefantes e pedestres é preciso realmente destas três coisas para conseguir passar sem um arranhão.

 

Alcançamos a Mesquita mulçulmana Jama Masjid, a maior mesquita da Índia em uns 20 minutos. Essa mesquita está localizada na velha Délhi e foi encomendada pelo imperador Mughal Shah Jahan, o mesmo que construiu o Taj Mahal. Foi uma experiência muito diferente, pois jamais havíamos entrado em um templo mulçulmano e não tinhamos muito conhecimento dos rituais dos seguidores desta religião. Para entrar na mesquita é necessário estar descalço e por isso deixamos nossos sapatos na entrada. Além disso, as mulheres precisam colocar uma espécie de túnica. Não há nenhuma imagem em todo o prédio e o guia nos explicou que os mulculmanos acreditam no Deus Alá e que não há nenhuma imagem do mesmo ou de santos. As orações são feitas no chão e sempre olhando para a direção de Meca, principal cidade para o islamismo. É necessário também purificar-se, geralmente numa fonte dentro do templo, antes de iniciar as orações que devem ser feitas cinco vezes ao dia.

 

Deixamos a mesquita e utilizamos um meio de transporte bastante comum. Trata-se de uma  pequena cabine para duas pessoas puxadas por um ciclista. Passeamos pelas estreitas ruas da cidade. Passamos pelo mercado típico de Delhi onde vimos lojas de vendas de tecidos do tipo armarinho. Uma curiosidade é que nas lojas as pessoas ao entrarem tiram os sapatos e sentam-se no chão para escolher os produtos.

 

    

 

Depois fomos até o monumento contruído em homenagem a Gandhi, local onde o seu corpo foi cremado, pois este é um costume na religião induísta. Este monumento fica num parque muito bonito e é bastante visitado.


Deixamos este local para conhecer um templo Hinduísta que foi inaugurado por Gandhi.  É um local muito bonito, com diversas imagens dos deuses desta religião. Percebemos que existe muito simbolismo no hinduísmo e por consequência muita veneração com as imagens. Sentimos uma energia muito boa no local.

 

De volta o nosso hotel, resolvemos sair para jantar e foi um pouco difícil achar um restaurante e quando o encontramos fomos surpreendidos com uma comida bem apimentada, apesar de termos solicitado que não houvesse pimenta, é claro. Deixamos o restaurante e saimos caminhando pelas ruas. Deu um certo medo, as pessoas nos encarando, talvez por vestirmos diferentes, sei lá. As ruas são muito sujas e há muitos pedintes. Encontramos um indiano que se apresentou como Vino e nos pareceu ser uma pessoa confiável. Ele nos acompanhou até um mercado de roupas e artigos indianos e depois até um outro templo induísta onde nos explicou mais detalhes dos costumes religiosos dos mesmos. Ao final percebemos que fomos meio que ludibriados e que nada era de graça. Ele nos solicitou uma quantia exata de dinheiro e em dólar. Mas não tinha o tom de ameaça, dizia que era para ajudar crianças carentes. Se era verdade ou não, não procuramos saber. Falamos que não tínhamos dinheiro, demos uns trocados e voltamos apressados e receosos ao nosso hotel.

 

No outro dia pela manhã fomos visitar a chamada cidade nova de Delhi. Começamos a visita pelo Qutub Minar que trata-se uma grande torre, medindo 72,5 metros de altura. É uma grande obra da arquitetura indu-islamica construída em 1193.

 

Templo de LótusEm seguida nos dirigimos ao Templo de Lótus. Um templo da religião Bahá’í, que surgiu na Pérsia em meados de 1844 por intermédio de um jovem conhecido como Báb (que significa “A porta”). Esta fé defende a unidade de Deus, e inculca o princípio da unicidade e indivisibilidade de toda a raça humana. A casa de adoração que visitamos foi inspirado na flor de lótus, que é símbolo de pureza e está inseparavelmenete associada à adoração e religião na Índia. Uma característica comum em todas as casas de adoração desta fé é que sempre possuem nove lados, sendo para eles o nove o dígito mais elevado e simbolizando o todo, a unicidade e a unidade.

 

Prosseguimos nossas visitas passando de carro pelo portão da Índia e pelo Parlamento.  Seguimos então com o motorista até a cidade de Agra. Onde visitaríamos no próximo dia ao tão esperado Taj Mahal.

 

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