Evandro e Claudia

Londres

Troca da guarda em LondresNossa experiência em Londres foi excelente. Para começar tivemos ótimas dicas de nossa querida amiga Alice das quais praticamente fizemos todas.

Chegamos na quinta feira (08/07) no aeroporto de Gatwick que fica a 46 quilômetros de Londres. Uma dica: Existem trens que saem do aeroporto com destino a London Bridge e London Victoria (£17) - existe também um trem chamado Gatwick Express, sem parada  e mais caro (£27). A dica é: vá até o caixa da estação e peça um ticket para London Bridge (£7,90) e já compre o Travel Card de acordo com o número de dias que irá ficar na cidade. Compramos o ticket de 7 dias por £30 e com este cartão andamos de Metro, ônibus e Trem pela cidade toda.

 
Londres ao contrário de Amsterdã é muito prática em sinalização e locomover pelos meios de transportes públicos não exige nenhum esforço. Chegamos ao nosso Hotel muito antes do horário de Check in e apenas deixamos nossas malas, como estávamos cansados resolvemos apenas almoçar ali por perto e esperar o horário para descansarmos um pouco.

Com as energias renovadas saímos para nosso primeiro passeio por Londres, pegamos o metro e descemos na tradicional estação Piccadilly Circus onde ficam vários teatros e casas de espetáculos da cidade. Passeamos pelas redondezas a pé observando quais peças estavam em cartaz. Depois pegamos um ônibus duplo, é isso, aqui é muito comum esse carro de dois andares. O tracional Bus vermelho. Pagar Sigthseeing Bus para que? O cartão de transporte vale muito mais a pena..hehe.

Jantamos numa pizzaria próxima a Catedral de St. Paul`s e retornamos novamente de ônibus até a estação de metro.

Sexta-feira acordamos animados e excitados para assistirmos a famosa troca da guarda do Palácio de Buckingham. A cerimônia acontece todos os dias as 11:30hs mas acho que deveríamos ter chegado lá as oito pois estava lotado e olha que chegamos com uma hora de antecedência.

Uma das torres do ParlamentoDe qualquer forma vale a pena a visita. Apesar da rainha não estar presente neste dia, a cerimônia foi muito interessante.  Saímos de lá por volta das 13:00hs e passamos pelo St James`s Park onde tomamos um sorvete para esperar a multidão de turistas dispersar-se um pouco. Caminhamos até o Parlamento e vimos o famoso pelo Big Bem. Passamos também pelo Victoria Tower Gardens e depois fomos para o Museu de História Natural.
Este nos surpreendeu muito, o museu é imenso e com bastante interatividade com os visitantes, além de gratuito. Isso é uma coisa legal em Londres, boa parte dos museus são gratuitos. Passeamos pelo museu durante um bom tempo e nos divertimos com os jogos e brinquedos interativos.
Saímos dali direto para o Museu de Ciências que fica do lado e novamente ficamos encantados, perdemos a noção do tempo aqui, fomos no cinema Imax 3D e também em um simulador de vôo, o Fly 360º, além é claro de interagir em diversos brinquedos e jogos do museu. Na saída não resistimos à tentação e compramos alguns brinquedinhos que vimos na loja.


Ainda conseguimos fôlego para passar na famosa loja de departamentos Harods, mas nada nos chamou a atenção nem tanto pela beleza e muito menos pelo preço.

Para o sábado já tínhamos um programa definido fora dos passeios tradicionais de Londres, o Evandro encontrou um tipo diferente de corrida de orientação num parque próximo e fomos para lá logo pela manhã. Vejam os detalhes no post especifico Orientação em Londres.
Nem precisa dizer que voltamos ao hotel para um banho pois estávamos muito suados, Londres estava um calor surreal. Saímos novamente no final do dia e nossa idéia seria assistir ao espetáculo O Fantasma da Opera. Mas adivinhem né.. fomos bem inocentes,  em cima da hora não encontramos ingressos e o jeito foi comprar para a sessão de segunda-feira.

Jantamos um macarrão a carbonara acompanhado de um vinho da casa e então voltamos ao hotel.

Jardins do Regents ParkNo domingo fomos para o Regents Park, dica muito boa da nossa amiga Alice. O parque é realmente muito bonito e os jardins nem se fala. Sentamos em umas cadeiras que tem pelo parque e saímos correndo quando vimos um guardinha cobrando de outros turistas que estavam sentados em frente...foi muito engraçado. Depois saímos à procura do ZSL London Zoo e descobrimos que estava do outro lado do parque, nessa hora é que vi o quanto esse parque é grande, deixa até o Ibirapuera no chinelo.

Pegamos a fila para o Zoo e ficamos maravilhados com os animais, com a beleza e grandiosidade do local. Tudo é muito bem cuidado e muito organizado. Existem áreas onde podemos ficar no mesmo ambiente dos bichinhos, como no borboletário, nas áreas dos pássaros e nas dos macaquinhos.

London EyeFicamos quase a tarde toda por lá e cansados de andar de um lado para o outro fomos conhecer o London Eye. A volta é rápida e admitimos que o preço é alto pela vista oferecida, mas já que estávamos na chuva era pra se molhar. A visão é realmente magnífica.

Acordamos mais cedo na segunda feira com o objetivo de ir no museu de cera Madame Tussaud logo pela manhã pensando que estaria menos movimentado do que no domingo. Infelizmente estávamos errados. Em plena segunda feira tivemos que ficar pelo menos uns 30 minutos na fila para entrar. Mesmo cheio o museu é bem legal. É incrível a perfeição dos bonecos. Vejam pelas fotos, parecem que estão vivos. Tiramos fotos com vários artistas de Hollywood e também com personalidades mundiais tais como Albert Einstein, Gandhi e Barack Obama.

Tower BridgeApós o museu passeamos pelas ruas de Londres, sem rumo definido, apenas admirando a arquitetura e olhando as pessoas passarem. É uma experiência muito legal fazer isso.
Mais tarde visitamos a Tower Bridge que é uma ponte basculante sobre o rio Tâmisa que virou atração turística e que foi construída em 1894.

Fechamos o dia com chave de ouro assistindo ao consagrado musical O fantasma da ópera. A experiência foi a melhor possível. É fantástico ouvir e se emocionar com as músicas deste espetáculo. É tudo muito bem feito e sincronizado. Os efeitos especiais são muito bons.

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A terça feira nos despedimos de Londres e partimos rumo a Paris.


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Link do Picasa: http://picasaweb.google.com/fotosevandroeclaudia/Londres#

Orientação em Londres

Orientação em Londres
Ao chegar em Londres pesquisei na internet se havia algum clube que estaria realizando algum evento próximo à cidade naquele final de semana. Ao acessar o site da confederação britânica (British Orienteering – http://www.britishorienteering.org.uk/) fiquei impressionado com a qualidade e profissionalismo deles. O site é muito bom! Tem as informações que você precisa de forma prática.
Para vocês terem uma idéia consegui ver que existiam cerca de 4 eventos que iriam ocorrer naquela semana perto do Londres. O legal é que o site exibe um mapa com todos os locais e fica muito fácil de ver qual é o mais próximo. Recomendo a todos que acessem o site e naveguem um pouco por ele.
Assim como na França o site explora bem a divulgação sobre os Percursos Fixos, lá chamados de POC (Permanent Orienteering Curses).
Ao ler sobre os eventos escolhi o mais próximo e também o que tinha acesso por trem. Para minha surpresa li que o evento seria um pouco diferente do tipo de percurso que conhecemos. Antes de explicar os detalhes do formato do evento vou contar algumas coisas que gostei sobre a organização.
Ao chegar ao local marcado percebi que este tipo de evento é mais um tipo de treinamento do que uma competição. A organização é bem simples e se parece muito com nossas. Tive a oportunidade de chegar no exato momento em que estavam preparando os prismas para colocação em campo. Uma coisa que vi que podemos utilizar no Cotrim é a base de prisma feita de plástico. Tirei bastantes fotos para vermos como ficou. A base eletrônica fica presa a esta “vareta” de plástico. Pelo que pude comprovar ela fica bem firme no chão. A grande vantagem deste tipo de material é o peso para o colocador dos prismas. Como usamos bases de metal a diferença é grande.
Aqui a realidade é outra e o clube DFOK (Dartford Orienteering Klubb) que é de certa forma um clube pequeno com apenas 90 associados possui seu próprio equipamento SportIdent. A apuração do evento é imediata e praticamente não usa papel.
Também pude conversar com eles a respeito das inscrições e verifiquei que os participantes possuem uma carteirinha impressa da Bristish Orienteering. Existe um formulário em papel sempre disponível para a associação gratuita à BO. (Seria o órgão semelhante à nossa CBO).
Para os associados que não possuem o SportIdent, aqui chamado de Dibber, o clube aluga pelo valor de 1 libra por evento. O responsável pelo percurso informou que este valor consegue praticamente pagar o equipamento em pouco tempo.
Agora vou contar sobre o formato do percurso que participei. Este formato pode ser facilmente aplicado em nossos percursos no Cotrim. Vou explicar as regras:
1) Cada atleta recebe uma carta com 3 mapas do local. Em cada um destes três mapas existe um conjunto de pontos de controle (que não estão ligados) apenas com os números. Estes mapas são chamados de grupos A, B e C. O “A” é o mais fácil e é formado pelos prismas de numeração 60 (61,62,63...) o B intermediário com os prismas 70’s e o C o mais difícil com os prismas de numeração 80.
2) O objetivo do atleta é percorrer o maior número de prismas dentro de um tempo limite. No nosso caso foi de 45 minutos.
3) O atleta pode escolher a sequência de prismas que desejar dentro do grupo bem como escolher por qual grupo irá iniciar.
4) Ao término de cada grupo o atleta sempre deve passar por um prisma final (no caso de nossa pista era o prisma 90).
5) O atleta não é obrigado a percorrer todos os prismas daquele grupo mas deve sempre passar pelo prisma final (90) antes de iniciar um novo grupo. Uma vez que o atleta tenha iniciado um grupo e tenha optado por não finalizá-lo os prismas que ficaram não poderão mais ser visitados.
A apuração ocorre da seguinte forma:
Cada controle visitado dá 1 ponto ao atleta.
Será deduzido 1 ponto do score total do atleta a cada minuto que exceder o tempo total da prova.
Na prova em que participei existiam 30 prismas. Sendo 10 em cada um destes grupos. A grande sacada deste tipo de atividade é que você recebe o mapa antes e isso permite ao atleta realizar uma análise de qual a melhor rota a ser percorrida. É exatamente este fundamento que a atividade visa aperfeiçoar. Requer também uma boa memorização pois como não há sequência pré-determinada e no caso da apuração eletrônica você não tem os picotes para saber se já passou por todos os pontos daquele grupo.
O fato de permitir também que seja escolhido por qual grupo iniciar permite o atleta adaptar a prova ao seu preparo. Ele pode fazer o grupo A que é mais fácil e que é praticamente só corrida ou pode tentar iniciar pelo C que é mais difícil e depois finalizar com o A que é só corrida. Ou seja.. ele escolhe o que considerar melhor.
Para mim foi uma experiência única. Tenho certeza de que poderemos fazer isso no Cotrim visando um melhor treinamento de nossos atletas. Fica aí a sugestão para que façamos um percurso assim.

Partida do Evento de Orientação em LondresAo chegar em Londres pesquisei na internet se havia algum clube que estaria realizando algum evento próximo à cidade naquele final de semana. Ao acessar o site da confederação britânica (British Orienteering – http://www.britishorienteering.org.uk/) fiquei impressionado com a qualidade e profissionalismo deles. O site é muito bom! Tem as informações que você precisa de forma prática. Para vocês terem uma idéia consegui ver que existiam cerca de 4 eventos que iriam ocorrer naquela semana perto do Londres. O legal é que o site exibe um mapa com todos os locais e fica muito fácil de ver qual é o mais próximo. Recomendo a todos que acessem o site e naveguem um pouco por ele. Assim como na França o site explora bem a divulgação sobre os Percursos Fixos, lá chamados de POC (Permanent Orienteering Curses). 

Ao ler sobre os eventos escolhi o mais próximo e também o que tinha acesso por trem. Para minha surpresa li que o evento seria um pouco diferente do tipo de percurso que conhecemos. Antes de explicar os detalhes do formato do evento vou contar algumas coisas que gostei sobre a organização.

Mapa do Grupo A
Mapa do Grupo B
Mapa do Grupo C

Ao chegar ao local marcado percebi que este tipo de evento é mais um tipo de treinamento do que uma competição. A organização é bem simples e se parece muito com nossas. Tive a oportunidade de chegar no exato momento em que estavam preparando os prismas para colocação em campo. Uma coisa que vi que podemos utilizar no Cotrim é a base de prisma feita de plástico. Tirei bastantes fotos para vermos como ficou. A base eletrônica fica presa a esta “vareta” de plástico. Pelo que pude comprovar ela fica bem firme no chão. A grande vantagem deste tipo de material é o peso para o colocador dos prismas. Como usamos bases de metal a diferença é grande.
Aqui a realidade é outra e o clube DFOK (Dartford Orienteering Klubb) que é de certa forma um clube pequeno com apenas 90 associados possui seu próprio equipamento SportIdent. A apuração do evento é imediata e praticamente não usa papel.
Também pude conversar com eles a respeito das inscrições e verifiquei que os participantes possuem uma carteirinha impressa da Bristish Orienteering. Existe um formulário em papel sempre disponível para a associação gratuita à BO. (Seria o órgão semelhante à nossa CBO).
Para os associados que não possuem o SportIdent, aqui chamado de Dibber, o clube aluga pelo valor de 1 libra por evento. O responsável pelo percurso informou que este valor consegue praticamente pagar o equipamento em pouco tempo.
Agora vou contar sobre o formato do percurso que participei aqui chamado de SCORE. Este formato pode ser facilmente aplicado em nossos percursos no Cotrim. Vou explicar as regras:

1) Cada atleta recebe uma carta com 3 mapas do local. Em cada um destes três mapas existe um conjunto de pontos de controle (que não estão ligados) apenas com os números. Estes mapas são chamados de grupos A, B e C. O “A” é o mais fácil e é formado pelos prismas de numeração 60 (61,62,63...) o B intermediário com os prismas 70’s e o C o mais difícil com os prismas de numeração 80. 
2) O objetivo do atleta é percorrer o maior número de prismas dentro de um tempo limite. No nosso caso foi de 45 minutos. 
Bases de colocação dos Prismas3) O atleta pode escolher a sequência de prismas que desejar dentro do grupo bem como escolher por qual grupo irá iniciar. 
4) Ao término de cada grupo o atleta sempre deve passar por um prisma final (no caso de nossa pista era o prisma 90). 
5) O atleta não é obrigado a percorrer todos os prismas daquele grupo mas deve sempre passar pelo prisma final (90) antes de iniciar um novo grupo. Uma vez que o atleta tenha iniciado um grupo e tenha optado por não finalizá-lo os prismas que ficaram não poderão mais ser visitados.

A apuração ocorre da seguinte forma:
Cada controle visitado dá 1 ponto ao atleta. Será deduzido 1 ponto do score total do atleta a cada minuto que exceder o tempo total da prova. 
Chegando ao prisma 90Na prova em que participei existiam 30 prismas. Sendo 10 em cada um destes grupos. A grande sacada deste tipo de atividade é que você recebe o mapa antes e isso permite ao atleta realizar uma análise de qual a melhor rota a ser percorrida. É exatamente este fundamento que a atividade visa aperfeiçoar. Requer também uma boa memorização pois como não há sequência pré-determinada e no caso da apuração eletrônica você não tem os picotes para saber se já passou por todos os pontos daquele grupo.
O fato de permitir também que seja escolhido por qual grupo iniciar permite o atleta adaptar a prova ao seu preparo. Ele pode fazer o grupo A que é mais fácil e que é praticamente só corrida ou pode tentar iniciar pelo C que é mais difícil e depois finalizar com o A que é só corrida. Ou seja.. ele escolhe o que considerar melhor. 
Para mim foi uma experiência única. Tenho certeza de que poderemos fazer isso no Cotrim visando um melhor treinamento de nossos atletas. Fica aí a sugestão para que façamos um percurso assim.

 

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