Evandro e Claudia

Orientação em Londres

Orientação em Londres
Ao chegar em Londres pesquisei na internet se havia algum clube que estaria realizando algum evento próximo à cidade naquele final de semana. Ao acessar o site da confederação britânica (British Orienteering – http://www.britishorienteering.org.uk/) fiquei impressionado com a qualidade e profissionalismo deles. O site é muito bom! Tem as informações que você precisa de forma prática.
Para vocês terem uma idéia consegui ver que existiam cerca de 4 eventos que iriam ocorrer naquela semana perto do Londres. O legal é que o site exibe um mapa com todos os locais e fica muito fácil de ver qual é o mais próximo. Recomendo a todos que acessem o site e naveguem um pouco por ele.
Assim como na França o site explora bem a divulgação sobre os Percursos Fixos, lá chamados de POC (Permanent Orienteering Curses).
Ao ler sobre os eventos escolhi o mais próximo e também o que tinha acesso por trem. Para minha surpresa li que o evento seria um pouco diferente do tipo de percurso que conhecemos. Antes de explicar os detalhes do formato do evento vou contar algumas coisas que gostei sobre a organização.
Ao chegar ao local marcado percebi que este tipo de evento é mais um tipo de treinamento do que uma competição. A organização é bem simples e se parece muito com nossas. Tive a oportunidade de chegar no exato momento em que estavam preparando os prismas para colocação em campo. Uma coisa que vi que podemos utilizar no Cotrim é a base de prisma feita de plástico. Tirei bastantes fotos para vermos como ficou. A base eletrônica fica presa a esta “vareta” de plástico. Pelo que pude comprovar ela fica bem firme no chão. A grande vantagem deste tipo de material é o peso para o colocador dos prismas. Como usamos bases de metal a diferença é grande.
Aqui a realidade é outra e o clube DFOK (Dartford Orienteering Klubb) que é de certa forma um clube pequeno com apenas 90 associados possui seu próprio equipamento SportIdent. A apuração do evento é imediata e praticamente não usa papel.
Também pude conversar com eles a respeito das inscrições e verifiquei que os participantes possuem uma carteirinha impressa da Bristish Orienteering. Existe um formulário em papel sempre disponível para a associação gratuita à BO. (Seria o órgão semelhante à nossa CBO).
Para os associados que não possuem o SportIdent, aqui chamado de Dibber, o clube aluga pelo valor de 1 libra por evento. O responsável pelo percurso informou que este valor consegue praticamente pagar o equipamento em pouco tempo.
Agora vou contar sobre o formato do percurso que participei. Este formato pode ser facilmente aplicado em nossos percursos no Cotrim. Vou explicar as regras:
1) Cada atleta recebe uma carta com 3 mapas do local. Em cada um destes três mapas existe um conjunto de pontos de controle (que não estão ligados) apenas com os números. Estes mapas são chamados de grupos A, B e C. O “A” é o mais fácil e é formado pelos prismas de numeração 60 (61,62,63...) o B intermediário com os prismas 70’s e o C o mais difícil com os prismas de numeração 80.
2) O objetivo do atleta é percorrer o maior número de prismas dentro de um tempo limite. No nosso caso foi de 45 minutos.
3) O atleta pode escolher a sequência de prismas que desejar dentro do grupo bem como escolher por qual grupo irá iniciar.
4) Ao término de cada grupo o atleta sempre deve passar por um prisma final (no caso de nossa pista era o prisma 90).
5) O atleta não é obrigado a percorrer todos os prismas daquele grupo mas deve sempre passar pelo prisma final (90) antes de iniciar um novo grupo. Uma vez que o atleta tenha iniciado um grupo e tenha optado por não finalizá-lo os prismas que ficaram não poderão mais ser visitados.
A apuração ocorre da seguinte forma:
Cada controle visitado dá 1 ponto ao atleta.
Será deduzido 1 ponto do score total do atleta a cada minuto que exceder o tempo total da prova.
Na prova em que participei existiam 30 prismas. Sendo 10 em cada um destes grupos. A grande sacada deste tipo de atividade é que você recebe o mapa antes e isso permite ao atleta realizar uma análise de qual a melhor rota a ser percorrida. É exatamente este fundamento que a atividade visa aperfeiçoar. Requer também uma boa memorização pois como não há sequência pré-determinada e no caso da apuração eletrônica você não tem os picotes para saber se já passou por todos os pontos daquele grupo.
O fato de permitir também que seja escolhido por qual grupo iniciar permite o atleta adaptar a prova ao seu preparo. Ele pode fazer o grupo A que é mais fácil e que é praticamente só corrida ou pode tentar iniciar pelo C que é mais difícil e depois finalizar com o A que é só corrida. Ou seja.. ele escolhe o que considerar melhor.
Para mim foi uma experiência única. Tenho certeza de que poderemos fazer isso no Cotrim visando um melhor treinamento de nossos atletas. Fica aí a sugestão para que façamos um percurso assim.

Partida do Evento de Orientação em LondresAo chegar em Londres pesquisei na internet se havia algum clube que estaria realizando algum evento próximo à cidade naquele final de semana. Ao acessar o site da confederação britânica (British Orienteering – http://www.britishorienteering.org.uk/) fiquei impressionado com a qualidade e profissionalismo deles. O site é muito bom! Tem as informações que você precisa de forma prática. Para vocês terem uma idéia consegui ver que existiam cerca de 4 eventos que iriam ocorrer naquela semana perto do Londres. O legal é que o site exibe um mapa com todos os locais e fica muito fácil de ver qual é o mais próximo. Recomendo a todos que acessem o site e naveguem um pouco por ele. Assim como na França o site explora bem a divulgação sobre os Percursos Fixos, lá chamados de POC (Permanent Orienteering Curses). 

Ao ler sobre os eventos escolhi o mais próximo e também o que tinha acesso por trem. Para minha surpresa li que o evento seria um pouco diferente do tipo de percurso que conhecemos. Antes de explicar os detalhes do formato do evento vou contar algumas coisas que gostei sobre a organização.

Mapa do Grupo A
Mapa do Grupo B
Mapa do Grupo C

Ao chegar ao local marcado percebi que este tipo de evento é mais um tipo de treinamento do que uma competição. A organização é bem simples e se parece muito com nossas. Tive a oportunidade de chegar no exato momento em que estavam preparando os prismas para colocação em campo. Uma coisa que vi que podemos utilizar no Cotrim é a base de prisma feita de plástico. Tirei bastantes fotos para vermos como ficou. A base eletrônica fica presa a esta “vareta” de plástico. Pelo que pude comprovar ela fica bem firme no chão. A grande vantagem deste tipo de material é o peso para o colocador dos prismas. Como usamos bases de metal a diferença é grande.
Aqui a realidade é outra e o clube DFOK (Dartford Orienteering Klubb) que é de certa forma um clube pequeno com apenas 90 associados possui seu próprio equipamento SportIdent. A apuração do evento é imediata e praticamente não usa papel.
Também pude conversar com eles a respeito das inscrições e verifiquei que os participantes possuem uma carteirinha impressa da Bristish Orienteering. Existe um formulário em papel sempre disponível para a associação gratuita à BO. (Seria o órgão semelhante à nossa CBO).
Para os associados que não possuem o SportIdent, aqui chamado de Dibber, o clube aluga pelo valor de 1 libra por evento. O responsável pelo percurso informou que este valor consegue praticamente pagar o equipamento em pouco tempo.
Agora vou contar sobre o formato do percurso que participei aqui chamado de SCORE. Este formato pode ser facilmente aplicado em nossos percursos no Cotrim. Vou explicar as regras:

1) Cada atleta recebe uma carta com 3 mapas do local. Em cada um destes três mapas existe um conjunto de pontos de controle (que não estão ligados) apenas com os números. Estes mapas são chamados de grupos A, B e C. O “A” é o mais fácil e é formado pelos prismas de numeração 60 (61,62,63...) o B intermediário com os prismas 70’s e o C o mais difícil com os prismas de numeração 80. 
2) O objetivo do atleta é percorrer o maior número de prismas dentro de um tempo limite. No nosso caso foi de 45 minutos. 
Bases de colocação dos Prismas3) O atleta pode escolher a sequência de prismas que desejar dentro do grupo bem como escolher por qual grupo irá iniciar. 
4) Ao término de cada grupo o atleta sempre deve passar por um prisma final (no caso de nossa pista era o prisma 90). 
5) O atleta não é obrigado a percorrer todos os prismas daquele grupo mas deve sempre passar pelo prisma final (90) antes de iniciar um novo grupo. Uma vez que o atleta tenha iniciado um grupo e tenha optado por não finalizá-lo os prismas que ficaram não poderão mais ser visitados.

A apuração ocorre da seguinte forma:
Cada controle visitado dá 1 ponto ao atleta. Será deduzido 1 ponto do score total do atleta a cada minuto que exceder o tempo total da prova. 
Chegando ao prisma 90Na prova em que participei existiam 30 prismas. Sendo 10 em cada um destes grupos. A grande sacada deste tipo de atividade é que você recebe o mapa antes e isso permite ao atleta realizar uma análise de qual a melhor rota a ser percorrida. É exatamente este fundamento que a atividade visa aperfeiçoar. Requer também uma boa memorização pois como não há sequência pré-determinada e no caso da apuração eletrônica você não tem os picotes para saber se já passou por todos os pontos daquele grupo.
O fato de permitir também que seja escolhido por qual grupo iniciar permite o atleta adaptar a prova ao seu preparo. Ele pode fazer o grupo A que é mais fácil e que é praticamente só corrida ou pode tentar iniciar pelo C que é mais difícil e depois finalizar com o A que é só corrida. Ou seja.. ele escolhe o que considerar melhor. 
Para mim foi uma experiência única. Tenho certeza de que poderemos fazer isso no Cotrim visando um melhor treinamento de nossos atletas. Fica aí a sugestão para que façamos um percurso assim.

 

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